quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Treinamento de elite

Separe e classifique as orações subordinadas substantivas abaixo. Siga o modelo.

Gostaria de que todos me apoiassem.
Espero sinceramente isto: que estude mais.
No sei se vou embora amanhã.
Minha maior esperança era poder te ver novamente.
Tenho medo de que me esqueça.
É provável que ele chegue ainda hoje.
Todos tínhamos necessidade de que nos auxiliasse.
Desejo que sejam felizes.
Ela precisava de que a ajudássemos.
É bom que estudes.
Digo-lhe apenas isto: você perdeu minha confiança.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Predicativo

É o termo da oração que indica uma característica que se atribui ao sujeito ou ao objeto por meio de um verbo qualquer, principalmente por um verbo de ligação.
O predicativo especifica os atributos (suas características, seu estado ou suas qualidades) do sujeito ou do objeto.

Observe os exemplos abaixo:

Maria / estava triste.
P.N. P.

Obs: P.N. – Predicado Nominal
P. – Predicativo

As meninas / chegaram felizes.
P.V.N. P.

Obs: P.V.N. – Predicado Verbo-Nominal
P. – Predicativo
Neste caso o verbo de ligação não está explícito na frase, mas sua idéia é claramente percebida.

Objeto Direto e Objeto Indireto

Com os exemplos abaixo, ficará fácil entender o que são objetos diretos e indiretos, conceitos importantes de análise sintática. Imagine que você pergunte a diversas pessoas se elas gostam de futebol:

"Amo futebol. Não perco um jogo."

Vamos analisar um pouco essa afirmação. O verbo amar pede um complemento. Nesse caso, futebol é o complemento do verbo amar; por isso se diz que ele é um objeto direto, já que integra um verbo transitivo direto.

A oração seguinte tem uma estrutura bem parecida. Ela é formada pelo verbo perder, que também é um verto transitivo direto.

Mas nem todas as pessoas gostam tanto assim de futebol. Pode ser que alguém responda a seu questionário de forma bem diferente:

"Não suporto futebol. Detesto esse esporte."

O conteúdo é diferente, mas observe como a forma gramatical é parecida. Veja que ele também usou dois verbos transitivos diretos: suportar e detestar. Dizemos que esses verbos são transitivos diretos porque seus complementos são introduzidos diretamente após o verbo, sem preposições (ama o quê? futebol. detesta o quê? esse esporte).

Como poderíamos fazer a análise sintática dessas frases?

Se você pensar um pouco, verá que a análise é idêntica à das frases anteriores. Assim, aprendemos que os verbos amar, perder, suportar e detestar são verbos transitivos que pedem um complemento: o objeto direto.

Mas voltemos ao futebol. Pode ser que seus entrevistados não sejam tão apaixonados pela redondinha. Pode ser que dêem respostas diferentes, como:

"Eu gosto de natação.
Assisto a todos os campeonatos."

Nesses dois casos, temos verbos transitivos indiretos. Quem gosta, gosta de alguém ou de algo, pois gostar é um verbo que exige a preposição de.

Verbos que exigem preposições antes de seus complementos são chamados de transitivos indiretos. O mesmo acontece com o verbo assistir, seguido da preposição a. O complemento dos verbos transitivos indiretos é o objeto indireto.

Ainda sobre a pesquisa futebolística: nem sempre a resposta para a sua enquete seria tão direta. Observe a resposta abaixo.

"Eu prefiro natação a futebol."

Provavelmente essa pessoa gosta também de futebol, não é?

Uma coisa é certa. Ao fazer essa afirmação, o entrevistado usou um objeto direto e um objeto indireto. É isso mesmo. O verbo preferir é um verbo bitransitivo. Ele é ao mesmo transitivo direto e indireto.

Seu entrevistado também acertou na gramática. O jeito de construir a frase com o verbo preferir é esse mesmo: quem prefere, prefere algo a algo.

Aposto

Aposto é o nome que se dá às palavras que cumprem a função de explicar, esclarecer ou resumir um outro termo da oração.

Entenda o que é o aposto, um dos termos acessórios da oração, do ponto de vista da análise sintática.

A rosa, símbolo da paixão, é uma flor linda.

Essa oração também poderia ter sido dita da seguinte maneira, mais simples: "A rosa é uma flor linda". Seria fácil analisá-la sintaticamente.

A rosa = sujeito
é = verbo de ligação
uma flor linda = predicativo do sujeito

Temos uma oração completa. Entretanto, ao adicionar "símbolo da paixão" à oração, ganhamos uma "explicação" a mais. É esse o papel do aposto.

Complemento Nominal

São como objetos dos "nomes"

Alguns nomes (substantivos e adjetivos) se comportam de maneira similar aos verbos transitivos. Não entendeu? Pois bem, você vai ver que esse conceito de análise sintática não é tão difícil. Veja essas três orações:
• A comunidade aguarda a construção da estrada.
• O fechamento da fábrica causou grandes transtornos.
• O avião fez uma mudança de rota.
O que essas expressões têm em comum? A resposta é: o fato de trazerem um nome ligado a um complemento, que chamamos de complemento nominal.

Há certas palavras (substantivos, adjetivos e advérbios) que apresentam alguma transitividade, isto é, seu sentido fica incompleto sem um complemento. É o mesmo raciocínio dos verbos: "quem constrói, constrói algo"; "se há construção, há construção de algo". O complemento dessas palavras é o complemento nominal.

Sujeito

O sujeito, um termo essencial da oração, é de quem (ou do quê) fala o verbo (quem morre? quem foi às compras? quem estava florindo?). Pode ter um ou mais núcleos.

No exemplo "Tonico mora no interior de São Paulo", o sujeito da oração - "Tonico" - é composto por uma só palavra. Mas o sujeito pode ser composto por mais de uma palavra.

Suponha que disséssemos:
"O meu amigo Tonico mora no interior de São Paulo".

Qual o sujeito desta oração? "O meu amigo Tonico", isto é, o nome próprio Tonico, precedido pelo artigo "O" e pelo pronome possessivo "meu".

Veja as seguintes orações:

a) Minha tataravó já morreu.

b) As belas modelos do Brasil encantam o mundo.

c) O safado do presidente se faz de ingênuo.

Os sujeitos de todas elas são expressos por mais de uma palavra.
Em a) "Minha tataravô";
em b) "As belas modelos do Brasil";
em c) "O safado do presidente".

No entanto, uma das palavras que constitui cada um desses sujeitos é mais importante que as demais, pois ela é propriamente o termo sobre o qual se diz alguma coisa. Essa palavra é chamada de núcleo do sujeito. Nos exemplos citados, os núcleos do sujeito são, respectivamente, "tataravô", "modelos" e "presidente".

Núcleo do sujeito é, portanto, a palavra principal que forma o sujeito.